segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Minha geração não nasceu para isso...

Hoje é segunda feiraaaaa, e acabaram as fériaaaas... (cantando)

Infelizmente minhas férias acabaram. Eu tirei uma semaninha para passear e aproveitar ao lado do Roman, e olha... valeu muito a pena! 


Resumo das férias, em breve vai ter vídeo!






















Fomos à um zoológico na Holanda, à um parque de diversões em Brühl, visitamos castelos, ruínas, cidades aqui perto de casa, mas tudo o que é bom dura pouco.

Sabe que depois de trabalhar 10 anos desenhando, projetando, engolindo sapo dentro de escritório, estou com dúvidas sobre se escolhi a carreira certa para mim. Eu sinto uma cobrança interna imensa e a Jade arquiteta me xinga de ingrata pois estou desanimada com o início da minha nova carreira depois de me matar para chegar na minha situação atual. Eu sei que é chato, mas que atire a primeira pedra quem nunca reclamou na vida! hahahahaha


Pesquisando sobre isso, me deparei com um estudo que fala sobre os maiores obstáculos os quais a "geração y" (nascidos entre as décadas de 80 e 2000) passa no mercado de trabalho. A nossa geração, diferente dos nossos pais e avós, que foram criados buscando uma estabilidade financeira, não está satisfeita em passar toda a vida trabalhando na mesma rotina. Nós fomos motivados desde a infância à usarmos a criatividade, à procurarmos respostas para todas as nossas perguntas, à sermos os personagens principais das nossas próprias histórias. 

Não acho que isso seja ruim, de alguma maneira essa mania de viver fora da zona de conforto nos estimula a sempre crescer mais, essa ambição na maioria das vezes acaba com bons resultados, porém pode também trazer frustração para aqueles que não alcançam tudo o que desejam. 

Uma coisa que eu aprendi com o tempo e apliquei isso em todos os momentos da minha vida até hoje é: "Gaste o tempo que você passaria reclamando dos problemas procurando por suas soluções".

Não está satisfeito com seu trabalho? O que você pode fazer com relação a isso?

Não está feliz com seu corpo? O que você pode fazer com relação a isso?

Não está feliz no seu relacionamento? O que você pode fazer com relação a isso?

Eu sei que é difícil pensar positivo quando o desânimo bate, mas reclamar dos problemas sem perspectiva de melhoria pode causar sérios problemas futuros e até te deixar depressivo. Infelizmente são nos momentos mais difíceis em que nos encontramos sozinhos e sem apoio dos outros para vencer os obstáculos. 

Enfim, ontem me bateu a deprê e eu passei o dia pensando em novas possibilidades para me sentir satisfeita profissionalmente e cheguei a uma conclusão. Não posso largar a arquitetura no momento, pois é meu meio de sustento e vou tentar dar uma chance à esse novo emprego que começará em outubro. Porém nada me impede de investir nos meus hobbies. Apesar de não aparecer nos vídeos, o Roman me apóia demais com o blog e é realmente uma coisa que me faz feliz. Eu gasto horas por dia respondendo mensagens, tirando dúvidas, compartilhando experiências, gravando, editando e escrevendo, e se eu tivesse mais tempo, investiria mais e mais. Aguardem novidades com relação ao blog, pois estou preparando surpresas quentinhas para vocês, e agradeço imensamente à você que leu até aqui.

Acredito que, de alguma maneira, eu tenha passado uma mensagem de motivação caso você esteja passando por isso, pois acredite, eu sei como é difícil levantar todos os dias de manhã para fazer algo que  não te faz feliz...

Espero que vocês tenham gostado, e caso queiram saber mais sobre minha vida aqui na Alemanha, CURTAM A PAGE DO FACEBOOK e SE INSCREVAM NO MEU CANAL.

A gente se fala em breve...
Bis Bald!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Fazendo barraco no ônibus...

Oi gente, tudo bem com vocês?
Aqui está tudo bem, estou com a garganta inflamada e com atestado médico até quinta feira. Como na sexta eu saio de férias, estou aqui em casa tomando remédios e organizando tudo para sair de férias sem pepinos para resolver.

Mas enfim, a história de hoje é sobre uma situação muito desconfortável pela qual eu passei há alguns meses, antes mesmo da minha viagem ao Brasil.
Para quem não sabe, a Alemanha está de braços abertos para os refugiados, que nada mais são do que pessoas de baixa renda, que viviam em países os quais no momento estão passando por situações difíceis como por exemplo, a Síria. A Alemanha acolhe, dá moradia, uma quantia de dinheiro, escola para as crianças, e os deixa morar aqui até o momento em que a situação melhora, a guerra acaba, e eles podem voltar a viver em paz em suas respectivas terras.
Porém, muitos desses refugiados também são homens, nascidos no campo, muçulmanos, que nunca tiveram contato com a cultura ocidental. E é aí que a minha história começa...

Peguei o ônibus de manhã à caminho do centro da cidade, pois precisava comprar uns presentinhos para a minha família no Brasil. Estava calor, em torno de 29 graus e eu coloquei um short boyfriend (larguinho), uma camisa e uma sapatilha. Sentei no ônibus e, no ponto seguinte, subiram dois homens morenos e barbudos, dava pra ver que não eram daqui, pois observavam tudo com uma expressão de espanto. Quando de repente, o mais velho deles (e maior) olhou para mim, para as minhas pernas, fez uma cara de bravo, e continuou encarando (acho que pelo fato de eu ser morena, eles acharam que eu vinha do país deles também, e que de maneira nenhuma deveria usar short). Eu que odeeeeeio pessoas me encarando em locais públicos (sério, se eu tivesse uma capa da invisibilidade, usaria todos os dias ao sair de casa), olhei para o senhor fulano que estava me encarando e falei com uma cara bem séria:

- Was ist los??? (Qualé????)

Geeeeente, o homem ficou braaaaavo! Ele deve ter achado um absurdo uma menina dirigir a palavra à ele em um local público! Ele levantou do assento do ônibus, junto com o ciclano amigo dele, vieram pra cima de mim aos berros em algum idioma que eu não entendia, mas repetia uma única palavra em alemão enquanto apontava o dedo na minha cara:

-DRECKIG! DRECKIG! (Suja! Suja!)


Sabia que isso iria acontecer um dia...

Eu já estava brava pra caramba com toda aquela situação, abri a boca e comecei a berrar de volta:

-Aprenda a respeitar os outros seu homem mal educado! Aqui não é o seu país para você ditar regras! Eu faço o que eu quiseeeeerrrr!!! AAAAHHH!!!!

Nisso o caos estava formado, os dois loucos berrando comigo, eu berrando de volta, o ônibus inteiro se revoltou contra os caras e dois senhores alemães entraram na discussão para me defender. Os dois desceram no ponto seguinte xingando Allah e o mundo, e depois disso nunca mais os vi por aqui.

Eu repito antes que comecem os comentários xingando a Alemanha: ISSO NÃO É COMUM! FOI UM CASO A PARTE QUE ACONTECEU COMIGO, E SE VOCÊ SE MUDAR PARA A ALEMANHA, PROVAVELMENTE JAMAIS ACONTECERÁ COM VOCÊ!

Os senhores alemães me acalmaram e no fim demos umas boas risadas, eu desci do ônibus e fui fazer as compras sossegada.
É muito difícil eu ter uma opinião formada sobre isso pois morando aqui e vendo o modo de pensar da maioria dos brasileiros no momento, me fez entender que generalizar não é solução para nada e só piora a situação. O homem nasceu lá na terrinha dele, plantando, criando animais, terra aonde todas as mulheres se parecem comigo, andam cobertas e muitas são felizes assim. De repente ele foge de lá, sabe lá quantas pessoas da família dele foram mortas nessa guerra, ele chega num lugar aonde todos são loiros e se vestem esquisito, me encontra e me julga na hora como uma traidora, infiel, SUJAAAA.
Eu falo que eu tenho um alvo diretamente no meu cocoruto. Quando os deuses mandam a cota mensal de acontecimentos estranhos, com certeza um desses acontecimentos será comigo hahahaha.

Bom, essa foi a história de hoje. Espero que vocês tenham gostado, e caso queiram saber mais sobre minha vida aqui na Alemanha, CURTAM A PAGE DO FACEBOOK e SE INSCREVAM NO MEU CANAL.

A gente se fala em breve...
Bis Bald!